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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Old Man of the Sea

"The ghosts of Pripyat", albúm de Steve Rothery, guitarrista dos Marillion, foi lançado no ano de 2014. O disco, que por cá passou naturalmente despercebido, é uma obra prima do melhor rock instrumental que já me passou pelos ouvidos. Um hino ao estilo a que muitos gostam de chamar "post-prog" mas que prefiro deixar livre de rótulos, amplo e eclético nas suas magníficas formas de expressão.

"The ghosts of Pripyat", disco que evoca a antiga cidade modelo soviética, abandonada na sequência do trágico acidente de Chernobyl, em Abril de 1984, é constituído por sete magníficas faixas, cada uma com o seu ambiente próprio, o seu som característico. A marcá-las estão alguns músicos de excelência que Rothery convidou para participarem no seu disco. Steve Hackett participa em "Morpheus" e "Old Man of the Sea". Steven Wilson, que havia marcado presença em duas faixas de "Genesis Revisited II", um recente trabalho de Hackett que revisita alguns dos mais brilhantes temas da banda, toca na segunda faixa referida.

Há discos que merecem ser ouvidos muitas vezes, de olhos fechados e em silêncio profundo. Exterior e interior. "The ghosts of Pripyat" é sem dúvida um deles. Não há de resto melhor forma de enfrentar os fantasmas. Os nossos e os do nosso mundo.



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Falar de Música e não tanto sobre a vida dos músicos

No geral interessa-me pouco as entrevistas com músicos de pop ou rock, a maioria delas focam-se na vida dos músicos ou no que sentem em relação ao novo material, e raramente aprofundam assuntos como o processo e técnicas de composição das músicas. Não pretendo dizer que a vida e os sentimentos do artista não tenham interesse até para se compreender a música e todo um contexto relativo à criação e a interpretação das obras, contudo é uma pena que raramente se comente a obra noutras abordagens.

Aqui está um exemplo de uma entrevista com uma diferente abordagem, semelhante àquela que sinto falta que haja mais. Penso que se torna interessante para qualquer pessoa, mesmo que não tenha formação musical, perceber como surge determinado riff de guitarra ou a escolha do compasso. Nada como meter nas mãos do compositor o instrumento de referência e fazê-lo falar.
- You've written that in 5/8!
- Yeah?! Whatever!