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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Perceberá o senhor Wilson o brilhantismo da sua música?

O Steven Wilson é um grande músico. Um músico que respeita e expressa o significado integral da palavra, do conceito. Se me pedissem para definir o que é ser "músico" eu responderia com duas palavras: Steven Wilson.

Naturalmente que a música não começou com o Steven Wilson nem morrerá com o fim dos seus projectos, mas nem Mozart nem Shostakovich foram músicos; para aquilo que foram e são não há ainda uma definição acabada e duvido que alguém a termine. Já o Steven Wilson é, para mim, "o músico" do nosso tempo, aquele que - de entre aqueles que conheço - melhor corporiza os aspectos essenciais da criação, interpretação e partilha no domínio específico da arte dos sons.

O problema é que creio que há no seu trajecto um respeito tão avassalador pela música que este (respeito) não raras vezes a ultrapassa a ela (música), deixando entre os dois um espaço por preencher que o próprio Steven parece não querer desbravar.

Depois de tanto ouvir os seus álbuns próprios, os discos dos Porcupine Tree (incluindo os apócrifos), dos No Man, dos Blackfield e da restante lista de infindáveis projectos em que se viu envolvido o senhor Wilson apercebo-me de algo que é de certa forma triste: o Steven não percebe, não alcança, a dimensão do brilhantismo da sua música, não sei se por um excesso de modéstia. É que se tudo no seu discurso parece apontar para o domínio da razão sobre a música, tudo na sua criação desvela o contrário: o domínio da música sobre a razão.

Querem ver?



terça-feira, 26 de março de 2013

The Raven That Refused To Sing

"The raven that refused to sing" é provavelmente o melhor disco que já ouvi nesta vida. Uma obra prima, singular, inatacável e intocável, meticulosamente escrita e interpretada por Steven Wilson e pela sua banda de virtuosos com alma de músicos.

Ando a digerir calmamente o disco e conto escrever sobre o dito uma "crítica" aqui no 10mil insurrectos.

O que deixo para já é outra coisa: um mini-documentário sobre a montagem do vídeo oficial da canção que dá nome do album, e que pode (deve!) ser visto aqui.

A animação é da responsabilidade de Jess Cope, que trabalhou em conjunto com Hajo Meuller e o próprio Steven Wilson para obter um resultado final à altura do disco e da história contada nesta canção sobre solidão, morte, lamento, conflito e por fim paz interior.

Um trabalho a todos os títulos notável.


Jess Cope on the making of 'The Raven That Refused To Sing' from Jessica Cope on Vimeo.


[Jess Cope já havia trabalhado com o sr.Wilson no vídeo de "Drag Ropes", no âmbito do projecto Storm Corrosion]